Assassin’s Creed: veja os jogos mais marcantes da série
Explore conspirações históricas, missões secretas e batalhas épicas em uma jornada repleta de ação e descobertas.
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Poucas franquias conseguem transformar história em cenário de aventura com tanta identidade quanto Assassin’s Creed. Ao longo dos anos, a série levou os jogadores a cidades movimentadas, mares perigosos e períodos históricos muito diferentes, sempre colocando no centro da experiência o conflito entre Assassinos e Templários.
Para quem acompanha a saga desde o começo, cada jogo marcante representa também uma mudança na fórmula: novas formas de explorar, sistemas de combate reformulados e protagonistas com motivações próprias. A seguir, revisito alguns títulos essenciais e explico o que cada um trouxe de especial para a franquia.
Assassin’s Creed: o começo de uma ideia ambiciosa
O primeiro Assassin’s Creed apresentou Altaïr Ibn-La’Ahad e estabeleceu os pilares que definiriam a série. A exploração de cidades históricas, a escalada por edifícios e as eliminações planejadas davam ao jogador a sensação de atuar como um agente discreto em um mundo maior do que ele.
Seu ciclo de missões pode parecer repetitivo para quem chega hoje, mas a proposta ainda impressiona pelo contexto. A narrativa alternava entre o período das Cruzadas e o presente, introduzindo a Abstergo, o Animus e a ideia de reviver memórias ancestrais. Foi uma estreia que criou uma identidade reconhecível, mesmo com alguns sistemas que seriam aprimorados nas sequências.
A movimentação também merece destaque. Subir torres para sincronizar o mapa e depois saltar em um monte de feno se tornou uma imagem associada à franquia. A combinação de parkour, furtividade e observação do ambiente ajudou a diferenciar o jogo de outros títulos de ação da época.
A trilogia de Ezio e a força de um protagonista
Assassin’s Creed II é um dos capítulos mais queridos pelos fãs, e boa parte desse carinho vem de Ezio Auditore. Acompanhamos sua transformação de jovem nobre em Assassino, em uma jornada que atravessa cidades italianas como Florença e Veneza. O protagonista cresce diante do jogador, e isso dá peso emocional às descobertas e aos conflitos da história.
O jogo expandiu a fórmula original com novas armas, missões variadas e mais possibilidades de exploração. A Itália renascentista não funciona apenas como pano de fundo: seus monumentos, ruas e figuras históricas ajudam a criar um espaço vivo. Para quem gosta de observar detalhes, escalar construções famosas e encontrar referências históricas é parte importante do passeio.
A trajetória continua em Brotherhood e Revelations. Brotherhood aprofunda a ideia de recrutar e convocar aliados, além de levar Ezio a uma Roma cheia de atividades. Já Revelations apresenta uma fase mais madura do personagem e conecta sua história à de Altaïr. Os três jogos formam um arco marcante, embora cada um também possa ser apreciado por seus próprios sistemas e cenários.
Assassin’s Creed III e a mudança de escala
Com Assassin’s Creed III, a série se deslocou para a Revolução Americana e apresentou Ratonhnhaké:ton, também conhecido como Connor. A ambientação mistura cidades coloniais e áreas naturais, ampliando a variedade de exploração. Correr por florestas, atravessar terrenos nevados e acompanhar batalhas de grande escala trouxe uma sensação diferente dos mapas urbanos anteriores.
O combate ganhou confrontos mais diretos, enquanto o sistema de navegação começou a ganhar espaço. O jogo também investiu em atividades ligadas à propriedade e em missões que ajudam a dar contexto à época. Connor tem uma personalidade distinta da de Ezio, e sua jornada aborda lealdade, identidade e os custos de viver entre forças em disputa.
Nem todas as escolhas narrativas agradaram a todos os jogadores, mas o capítulo foi importante para a evolução técnica e estrutural da franquia. Ele preparou o terreno para experiências em que a travessia e a ambientação teriam tanto destaque quanto as missões de assassinato.
Black Flag: liberdade em alto-mar
Assassin’s Creed IV: Black Flag é lembrado como um dos melhores exemplos de aventura de mundo aberto dentro da série. Edward Kenway começa como um pirata interessado em riqueza e liberdade, mas acaba envolvido no conflito entre Assassinos e Templários. Sua trajetória tem um tom próprio e combina humor, ambição e consequências pessoais.
O grande diferencial é a navegação. Com o navio Jackdaw, o jogador explora o Caribe, enfrenta embarcações inimigas e melhora equipamentos para encarar desafios maiores. As batalhas navais são o coração da experiência: posicionar o navio, escolher o momento de atacar e administrar os recursos torna cada confronto mais envolvente do que um simples combate em terra.
A exploração também recompensa a curiosidade, com ilhas, tesouros e atividades espalhadas pelo mapa. Black Flag pode ser uma excelente escolha para quem quer conhecer Assassin’s Creed sem começar necessariamente pelo título mais antigo. Mesmo com o foco marítimo, mantém elementos familiares de furtividade, escalada e combate corpo a corpo.
Unity e Syndicate: cidades como parques de ação
Assassin’s Creed Unity transporta a série para Paris durante a Revolução Francesa. A densidade urbana é um de seus maiores trunfos: vielas, interiores e fachadas criam oportunidades para planejar rotas de infiltração. O sistema de parkour oferece movimentos mais elaborados, e as missões permitem abordar objetivos de maneiras diferentes.
O lançamento ficou conhecido por problemas técnicos, mas atualizações posteriores melhoraram a experiência. Hoje, Unity costuma ser lembrado pela arquitetura da cidade e pela possibilidade de jogar missões cooperativas com amigos. Para quem aprecia furtividade, observar guardas e escolher uma entrada menos óbvia pode ser tão satisfatório quanto vencer um combate aberto.
Syndicate, por sua vez, leva o jogador à Londres da Revolução Industrial e apresenta os irmãos Jacob e Evie Frye. A alternância entre protagonistas oferece estilos complementares: Jacob tende a privilegiar o confronto, enquanto Evie se destaca em abordagens discretas. A ambientação industrial, os veículos e a disputa por territórios dão personalidade ao capítulo.
Origins, Odyssey e Valhalla: a fase de RPG
Assassin’s Creed Origins reformulou a estrutura da franquia e apresentou Bayek, um Medjay no Egito Antigo. O combate passou a depender mais de níveis, equipamentos e habilidades, aproximando a experiência de um RPG de ação. A mudança também permitiu desenvolver melhor a progressão do personagem e oferecer mais opções para enfrentar inimigos.
O mapa do Egito é uma atração por si só, com desertos, cidades e monumentos que convidam à exploração. Origins explica as origens da Irmandade e combina esse pano de fundo com uma história pessoal de perda e propósito. É um bom ponto de entrada para quem prefere evolução de personagem e atividades em um mundo amplo.
Odyssey leva a aventura à Grécia Antiga e oferece escolhas de diálogo, combate naval e uma jornada extensa com Alexios ou Kassandra. A possibilidade de moldar certas respostas aproxima o jogador das consequências da narrativa. Kassandra, em especial, tornou-se uma protagonista bastante popular entre os fãs.
Valhalla muda o foco para a era viking e acompanha Eivor em uma jornada que envolve alianças, exploração e conflitos na Inglaterra. A progressão continua apoiada em equipamentos e habilidades, mas o jogo também dá espaço para atividades de assentamento e incursões. Esses três capítulos são maiores e mais próximos de RPGs tradicionais, então vale considerar o tempo disponível antes de começar.
Mirage e o retorno à furtividade
Assassin’s Creed Mirage foi concebido como uma experiência mais concentrada, com Basim em uma Bagdá do século IX. Em vez de apostar em um mapa gigantesco e numa progressão extensa, o jogo recupera a importância de observar patrulhas, planejar infiltrações e usar ferramentas para escapar sem chamar atenção.
A cidade oferece telhados, becos e rotas alternativas que valorizam o parkour. Para jogadores que sentiam falta de uma abordagem mais centrada no trabalho de Assassino, Mirage é uma opção especialmente interessante. Seu ritmo mais direto também facilita apreciar a narrativa sem assumir um compromisso tão longo quanto o de alguns capítulos da fase RPG.
Como escolher por onde começar
A melhor porta de entrada depende do que você procura. Quem valoriza personagens e narrativa pode começar por Assassin’s Creed II e acompanhar a trilogia de Ezio. Para uma aventura marítima, Black Flag segue como uma recomendação natural; já quem prefere mapas amplos, exploração e evolução de habilidades pode experimentar Origins ou Odyssey.
Também vale escolher pela ambientação. A Itália renascentista, o Caribe, o Egito e a Bagdá medieval oferecem experiências visuais e de exploração bastante distintas. Embora compartilhem ideias centrais, os jogos não têm todos o mesmo ritmo: alguns dão prioridade à furtividade, enquanto outros destacam combate, progressão e atividades paralelas.
Conclusão: uma franquia que continua se reinventando
Os jogos mais marcantes de Assassin’s Creed mostram como uma série pode preservar seus símbolos e, ao mesmo tempo, testar novas direções. O salto de fé, o parkour e o conflito entre Assassinos e Templários continuam reconhecíveis, mas cada capítulo encontra maneiras próprias de transformar esses elementos em aventura.
Se você ainda não conhece a franquia, escolha o cenário ou o estilo de jogo que mais combina com seu gosto e comece por ali. E, se já acompanha a saga há anos, revisitar um capítulo favorito pode revelar detalhes que passaram despercebidos na primeira jornada — afinal, sempre há mais uma memória esperando para ser explorada no universo de Assassin’s Creed.